Josy Daniel, 4 décadas de vida, natural de Aurora-Ce, reside em Fortaleza-Ce, formada em Ciências Biológicas pela UECE. Minha maior qualidade? determinação, meu maior defeito? o perfeccionismo. Característica mais importante em um homem? caráter e bom humor, e em uma mulher? o mesmo. O que aprecio mais em um amigo? companheirismo. Minha idéia de felicidade? se aceitar, com o que tem e com o que é. Quem eu gostaria de ser, se não fosse eu? eu de novo. Onde eu gostaria de viver? no meio do mato, minha cor favorita é o verde. Meus escritores preferidos? Jô Soares, Arnaldo Jabor, Khaled Hosseini, Isabel Allende...Cantores e grupos musicais? Marisa Monte, Vanessa da Mata, Jorge Vercilo, Jota Quest...O filme da minha vida? não tenho um específico, dos que já assisti tirei alguma lição. Se eu acordo de bom ou mau humor? raramente de mau humor. Minha palavra favorita? amor. O que eu mais detesto? inveja. Que dom eu gostaria de possuir? voar. Do que mais tenho medo? da guerra. Meu lema de vida? viver intensamente. Meu sonho de consumo? "ter uma casinha branca de varanda com quintal e uma janela para ver o sol nascer". Minha viagem preferida? sonho conhecer o mundo. Se tenho algum hobby? fotografar. O amor da minha vida? a família. Minha maior realização? me sinto realizada, porém procurando sempre as melhoras. Minha ocupação preferida? estudar. Se eu encontrasse Deus, o que eu diria? Senhor! Por que tanta injustiça nesse mundo? Se eu penso em casar e ter filhos? casar com todas as formalidades, não! Dividir o mesmo teto, sim! Ter filhos? acho tarde. Uma frescurinha de mulher? manter o cabelo arrumado. Um homem bonito? Wagner Moura. Parte do corpo masculino que eu mais gosto? as mãos. E no meu corpo o que menos gosto? da minha barriguinha. Uma atividade física? caminhada. Um prato que eu sei fazer? rsrsrsrs...não sei fazer. Se em um incêndio eu pudesse salvar um objeto, qual seria? meus livros. Sou péssima em? trabalhos manuais. Se tenho algum arrependimento? quando falta a paciência, me arrependo profundamente. O que eu gostaria de ver nas pessoas? humildade. Se tenho algum vício? sou viciada em informção.
"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos"
Sainti-Exupéry
"Faço parte do mundo e, no entanto, ele me torna perplexo"
Charles Chaplin
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26.3.09
UMA ESPERANÇA
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.
Houve um grito abafado de um de meus filhos:
- Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.
- Ela quase não tem corpo, queixei-me.
- Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.
Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.
- Ela é burrinha, comentou o menino.
- Sei disso, respondi um pouco trágica.
- Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.
- Sei, é assim mesmo.
- Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.
- Sei, continuei mais infeliz ainda.
Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.
- Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.
Andava mesmo devagar - estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e, oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança:
- É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte...
- Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.
- Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros - falei sentindo a frase deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o caminho da esperança.
O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu outro filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo.
Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: "e essa agora? que devo fazer?" Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.
Clarice Lispector - in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998
Eu aprendi que, dentro da minha realidade, eu posso alcançar meus objetivos;
Eu aprendi que, se Deus permitir, o que é meu virá até mim, assim eu mereça;
Eu aprendi que viver um mundo real é bem melhor, mesmo sendo doloroso.
E que viver de ilusões é idiotice.
Eu aprendi que posso sonhar, mas de olhos bem abertos,
Pra quando acordar não sofrer tanto.
Eu aprendi que não devo me empolgar com o que ainda não é meu;
Eu aprendi que remar contra a maré não leva a lugar nenhum;
Eu aprendi que continuar errando é burrice;
Eu aprendi que perder a paciência só faz mal a mim mesma;
Eu aprendi que, à vezes, calar é o melhor remédio;
Eu aprendi que falar olhando olho no olho é muito melhor;
Eu aprendi que não se muda o destino;
Eu aprendi que Deus em primeiro lugar e em segundo EU;
Enfim, eu aprendi que nunca estou sozinha, pois Deus está sempre comigo;
Ah quer saber!
Eu não desisto de aprender;
Eu não desisto do que eu quero.
“A vida começa depois dos 40” É o que dizem.
Eu acredito que seja verdade porque me sinto uma recém-nascida disposta a começar do zero se preciso for....rsrsrsrsrsrs....
Já li vários comentários sobre essa frase, as respostas, caros amigos, são bem variadas: engraçadas, sérias, enfim divertidas. No ventre adquirimos o direito de viver, saber aproveitar bem a vida isso é pra poucos, mas aos 40 já adquirimos a famosa maturidade, e é por isso que todo mundo diz assim: gostaria de ter 15 com a cabeça de hoje, isso quando chega aos 30, 40 ou 50 anos. Tenho todo respaldo pra falar sobre esse assunto, afinal no 28/02 cheguei lá, e muito feliz por sinal, pra mim foi um privilégio. Viva! Obrigada Senhor, por tudo!
Já fiz todos os balanços possíveis e impossíveis, então conclui que posso não ser o que sonhei, mas que posso ter tudo o que quero, seja material ou espiritual, só depende da minha vontade, incluindo aí CORAGEM e FÉ, portanto continuo firme e forte nos meus propósitos. No mais foi só comemoração, agradeço a todos que lembraram.
Mudando de assunto.
Estive ausente não por desinteresse, mas por circunstâncias, entre elas a vinda de minha prima Marla pra cá, feriadões, trabalho, como também precisava dar uma paradinha pra me encontrar. Aqui e acolá o rumo quer me escapar, aí dou um puxão de orelha nele e ficamos de boa novamente...rsrsrsrsrs.
Por falar em feriado, pra alegria dos cearenses, amanhã temos um. DIA DE SÃO JOSÉ....Ôbaaaaaaaaaaa! Quero colocar umas coisitas em ordem aqui em casa e, urgentemente, começar ler um livro, pois ando um pouco preguiçosa para tal, deve ser coisas da idade, né? ....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É cansaço mesmo. Acredito que daqui pra frente a tendência é melhorar, pois fiz umas mudanças em meus horários, e dentro das minhas prioridades inclui minhas caminhadas, que gosto tanto. Por enquanto essas são as novidades, pretendo voltar o mais rápido possível. Fiquem de olho!